Meu nome é Mariana Cordoba. Até meus dezesseis anos, costumava ser André Santos. Meus amigos me chamavam de Dé, desde bem pequeno. Não sei direito quando tudo isso aconteceu. Vou contar a última coisa que me lembro do mundo de antes. Descobri que meu namorado estava ficando com várias “garotas “ por aí. Meninas siliconadas, de longos apliques nos cabelos e unhas vermelhas. Me senti tão arrasada. Peguei ele no corredor, flertando com a vizinha do 315. Corri pelos corredores do bloco D enlouquecidamente.  Moro no 918B e lá me tranquei me entupindo de calmantes, drogas e cigarros e sempre pensando em cortar os pulsos.Read More →

A voz melosa de Adele soava pelas caixas de som quando ele chegou. Perdida nos acordes de Set Fire to the rain, terminava de fazer o jantar, não esperava que ele chegasse tão cedo. Estava com suas roupas embaladas da lavanderia numa das mãos e a mochila do laptop em outra. Descalça na pequena cozinha me virei para encarar seus olhos azuis penetrantes que faziam minha espinha gelar, fazia poucas semanas que estávamos juntos e eu ainda não tinha acostumado com as sensações que ele despertava no meu corpo só com seu olhar. – Oi, ele disse baixinho enquanto abri espaço para ele na cozinha.Read More →

No Copan há aproximadamente 5 mil moradores e circulam no local em torno de 6.500 pessoas por dia. A diversidade não se restringe às histórias contadas por aí, elas estão presentes na diferente identidade das pessoas que compõem o Copan, inclusive daquelas que estão além do que se pode ver. Segundo a lenda  ( contada pelo próprio síndico)  um fantasma ronda a casa de máquinas do edifício e faz a bomba de água funcionar às três ou quatro da madrugada. “Esse mesmo fantasma costuma me visitar também na administração. Todo dia, no fim do expediente, ele passa e dá tchauzinho’’, diz Afonso. E assim éRead More →