Meu nome é Mariana Cordoba. Até meus dezesseis anos, costumava ser André Santos. Meus amigos me chamavam de Dé, desde bem pequeno. Não sei direito quando tudo isso aconteceu. Vou contar a última coisa que me lembro do mundo de antes. Descobri que meu namorado estava ficando com várias “garotas “ por aí. Meninas siliconadas, de longos apliques nos cabelos e unhas vermelhas. Me senti tão arrasada. Peguei ele no corredor, flertando com a vizinha do 315. Corri pelos corredores do bloco D enlouquecidamente.  Moro no 918B e lá me tranquei me entupindo de calmantes, drogas e cigarros e sempre pensando em cortar os pulsos.Read More →

Passou o dia todo a sós com seus pensamentos. Vagou pelo corredor do seu pequeno apartamento querendo acostumar novamente com a ideia de que de a solidão poderia ser sua melhor amiga. Por um tempo foi. Não mais. Estar só era algo que aprendeu a apreciar bastante até descobrir – também sozinha – que seus dias em paz com a solidão estavam perto de acabar. Sua vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Nada é eterno, nem mesmo a companhia que começava a desejar, sabia disso. Apenas passou a desejar alguém que pudesse acordá-la com um abraço e fizesse seu dia mais feliz.Read More →

Em um belo e cinzento dia descobriu que tinha cansado de brincar de ser solteira. O pega-pega dos relacionamentos instantâneos e o esconde-esconde com a solidão começaram a ficar chatos e extremamente tristes. Pegou-se desejando descer para o playground dos relacionamentos sérios. Onde o gira-gira ia cada vez mais rápido quando girava em dois e o balançar de mãos dadas deixava o pôr do sol mais encantador. Desejava a sensação da gangorra da palavra compromisso e o escorregar os dedos finos em alianças imaginárias. Não tratava mais de carência, estava longe disso. Esperava pelo prazer da companhia do outro quando se chega em casa. SentarRead More →