A voz melosa de Adele soava pelas caixas de som quando ele chegou. Perdida nos acordes de Set Fire to the rain, terminava de fazer o jantar, não esperava que ele chegasse tão cedo. Estava com suas roupas embaladas da lavanderia numa das mãos e a mochila do laptop em outra. Descalça na pequena cozinha me virei para encarar seus olhos azuis penetrantes que faziam minha espinha gelar, fazia poucas semanas que estávamos juntos e eu ainda não tinha acostumado com as sensações que ele despertava no meu corpo só com seu olhar. – Oi, ele disse baixinho enquanto abri espaço para ele na cozinha.Read More →

Eu coleciono medos. Medo de perder meus pais, medo de morrer muito cedo, medo de minha viagem para Dublin não rolar, medo de meus melhores amigos me deixarem, medo de passar o resto da minha vida infeliz com meu emprego e outros mil medos me assolam. Mas de todos esses o que mais me arrebenta é o medo de não conseguir amar mais ninguém. Esse medo me perturba diariamente, como aquela dor de dente que fica ali latejando e incomodando e só melhora depois que você arranca o mal pela raiz.Read More →

Hey stranger, Fique calmo, não te culpo por nada. Eu deixei você invadir tudo de maneira rápida, dei liberdade para ser devastada e ainda hoje recolho os cacos do que sobrou, na verdade a maior parte do entulho já foi removido. O processo de limpeza foi dolorido. Você impregna, hein camarada? Deixou rastros nos lugares de mais difíceis acessos e esfregar cada espaço afetado foi como esfolar o joelho no asfalto quente. Doeu, rendeu lágrimas e deixou cicatrizes. Aproveitei sua passagem para faxinar tudo e manter o que realmente importa, afinal, o estrago já tinha sido feito, então acabou sendo o momento exato de jogarRead More →