Em um belo e cinzento dia descobriu que tinha cansado de brincar de ser solteira. O pega-pega dos relacionamentos instantâneos e o esconde-esconde com a solidão começaram a ficar chatos e extremamente tristes. Pegou-se desejando descer para o playground dos relacionamentos sérios. Onde o gira-gira ia cada vez mais rápido quando girava em dois e o balançar de mãos dadas deixava o pôr do sol mais encantador. Desejava a sensação da gangorra da palavra compromisso e o escorregar os dedos finos em alianças imaginárias. Não tratava mais de carência, estava longe disso. Esperava pelo prazer da companhia do outro quando se chega em casa. SentarRead More →

O mundo visto da janela do meu apê é uma explosão de histórias. Sensação de que janelas de dentro se abrem para uma nova galáxia pronta para ser explorada, cada janelinha que enxergo sentada da minha mesa é como um céu estrelado de gente com boas (ou não) histórias. Vidros, muitas vezes fechados, escondem imagens tão possivelmente belas quanto assustadoras. Quatro meses olhando por essa janela que me sinto até intima dos moradores do prédio à frente. Tudo que vejo é o cotidiano da vida. É a harmonia oscilante da dura realidade, ao doce da imaginação que brota aqui de meu lugar. A marcha deRead More →

Tem dias que a saudade ainda dói. Fico parada olhando para a porta ainda esperando pelo barulho das chaves e os passos no corredor. Vejo as panelas vazias guardadas no armário esperando pelo jantar que antes era compartilhado toda noite. Sobrou apenas uma taça  no balcão da cozinha e o vinho passou a ser barato, porque não existem mais motivos para celebrar com os caros. Sobra espaço no guarda roupa, não tem mais brigas pelo banheiro molhado, o controle remoto não é mais motivo de discussão, o mural não tem mais lista de compras e a escala de tarefas domésticas diárias foi parar na lataRead More →