Em um belo e cinzento dia descobriu que tinha cansado de brincar de ser solteira. O pega-pega dos relacionamentos instantâneos e o esconde-esconde com a solidão começaram a ficar chatos e extremamente tristes. Pegou-se desejando descer para o playground dos relacionamentos sérios. Onde o gira-gira ia cada vez mais rápido quando girava em dois e o balançar de mãos dadas deixava o pôr do sol mais encantador. Desejava a sensação da gangorra da palavra compromisso e o escorregar os dedos finos em alianças imaginárias. Não tratava mais de carência, estava longe disso. Esperava pelo prazer da companhia do outro quando se chega em casa. SentarRead More →

De todas as coisas que não poderiam jamais acontecer se apaixonar por ele era uma delas. Não que fosse totalmente proibido, não, não era isso. Era apenas errado. Ele era interessante em todos os aspectos. Sabia disso desde o dia que se cruzaram pela primeira vez e passou evitar encontrá-lo e quando isso acontecia casualmente seu coração acelerava, as palavras faltavam e as pernas bambeavam. Sintomas de paixão, diziam amigos. Ela preferia acreditar que era apenas admiração até o dia que se deu conta que nomeava playlist’s no Ipod com In Love e lia as mesmas mensagens milhões de vezes por dia. Talvez fosse meioRead More →

Então, sentou e escreveu. Falou sobre a vida, as novidades, os móveis recém-comprados e a parede colorida da sala. Dissertou sobre Tolstoi, filosofou sobre Dostoevsky, desafiou a leitura de Herman. Devaneou sobre as férias de verão em Ibiza, a temporada de inverno em Paris e o livro que escreveu enquanto passou por Londres. Escolheu alguns postais alegres que passavam a mensagem mentirosa de que tudo estava bem. Sentada em um pequeno e escondido bistrô em Paris, bebericou seu café forte enquanto pensava em como tudo tinha mudado em tão pouco tempo. Ainda sentia-se cambaleando em uma queda sem fim, às vezes sonhava ser Alice caindoRead More →