Quando me despedi do Copan 3 anos atrás para morar na Inglaterra um dos porteiros me disse tchau dizendo “você pode sair do Copan, mas o Copan jamais sai de você”. Na hora aquilo me pareceu mais um dos clichês de se morar em um edifício gigante no centro de SP. Daí, fui alcançar novos voos na Europa, era para ser um ano e se tornou dois. Mas, um ano atrás chegou a hora de voltar ao Brasil e de repente aquela frase que se parecia um simples clichê de um porteiro bem-querido fez sentido.Read More →

Meu nome é Mariana Cordoba. Até meus dezesseis anos, costumava ser André Santos. Meus amigos me chamavam de Dé, desde bem pequeno. Não sei direito quando tudo isso aconteceu. Vou contar a última coisa que me lembro do mundo de antes. Descobri que meu namorado estava ficando com várias “garotas “ por aí. Meninas siliconadas, de longos apliques nos cabelos e unhas vermelhas. Me senti tão arrasada. Peguei ele no corredor, flertando com a vizinha do 315. Corri pelos corredores do bloco D enlouquecidamente.  Moro no 918B e lá me tranquei me entupindo de calmantes, drogas e cigarros e sempre pensando em cortar os pulsos.Read More →

A voz melosa de Adele soava pelas caixas de som quando ele chegou. Perdida nos acordes de Set Fire to the rain, terminava de fazer o jantar, não esperava que ele chegasse tão cedo. Estava com suas roupas embaladas da lavanderia numa das mãos e a mochila do laptop em outra. Descalça na pequena cozinha me virei para encarar seus olhos azuis penetrantes que faziam minha espinha gelar, fazia poucas semanas que estávamos juntos e eu ainda não tinha acostumado com as sensações que ele despertava no meu corpo só com seu olhar. – Oi, ele disse baixinho enquanto abri espaço para ele na cozinha.Read More →